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História de superação pessoal de Tatiane Lopes inspira projeto que une acolhimento, espiritualidade e protagonismo feminino.

Algumas trajetórias não são lineares. Elas passam por quedas, silêncios, dores profundas e recomeços improváveis. A história de Tatiane Lopes é uma dessas e hoje se transforma em propósito, acolhimento e ação concreta para centenas de mulheres da cidade.

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Família e restauração são o foco do trabalho de Tati Lopes

Tatiane começou a vida adulta muito cedo. Entre os 15 e 18 anos, viveu um namoro que culminou em casamento e, aos 18, tornou-se mãe do primeiro filho. Trabalhou em diferentes funções até empreender e, há mais de 18 anos, mantém uma lanchonete no bairro São Judas, hoje estruturada, com funcionários e funcionando de forma autônoma. Por trás dessa estabilidade aparente, porém, existia uma mulher atravessada por dores silenciosas: compulsão alimentar, excesso de peso, alcoolismo e um relacionamento abusivo.

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Mudança e restauração do marido transformou história da família

O ponto de virada veio há cerca de 15 anos, com uma profunda experiência espiritual que mudou completamente sua forma de enxergar a vida. A conversão religiosa, somada a um período de internação hospitalar, levou Tatiane a reconhecer erros, pedir perdão, reconstruir o relacionamento com o marido, que também passou por transformação, e, principalmente, reorganizar sua própria identidade. “O corpo é movido por corpo, alma e espírito”, resume, ao falar do processo de restauração que viveu.

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O que começou como uma história de superação pessoal hoje se transforma em encontros mensais que resgatam identidade e fortalecem mulheres

Essa vivência pessoal se tornou a base do que hoje é o Projeto Mulheres Restauradas, um movimento que nasceu do trabalho pastoral e do desejo genuíno de cuidar de mulheres feridas, dentro e fora da igreja. Os encontros acontecem mensalmente no quintal e na cozinha da própria Tatiane, no bairro Santa Cruz, um espaço simples, acolhedor e simbólico. Ali, entre 50 e 70 mulheres se reúnem para rodas de conversa, pregações, palestras sobre autocuidado, alimentação, espiritualidade, movimento corporal, terapias e temas práticos da vida cotidiana.

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Mulheres se reunem no quintal da casa para resgatar fé e ativar sonhos

A proposta é clara: ativar amor-próprio, resgatar identidade, promover pertencimento e levantar outras mulheres. Não há formalidade excessiva, muitas vezes, o encontro acontece no chão do quintal, reforçando a ideia de proximidade, verdade e escuta. Mulheres a partir de 18 anos participam, em um ambiente inclusivo, que recebe terapeutas e convidadas para falar sobre imagem pessoal, postura, vendas, empreendedorismo e vida familiar, sempre sem perder a essência do cuidado integral.

Além do projeto coletivo, Tatiane também atua como mentora. Atualmente, oferece cinco mentorias com valores acessíveis, individuais e em grupo. Entre elas, a Mentoria de 21 dias, que trabalha corpo, alma e espírito com foco em saúde, disciplina e espiritualidade, e a mentoria Resgate da Identidade, um programa de 30 dias voltado ao autoconhecimento e à aplicação prática de mudanças na vida pessoal e profissional.

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No livro Bastidores do Milagre Tati Lopes conta a história de restauração de sua vida por meio da fé e do resgate da identidade

Sua história ganhou ainda mais alcance quando Tatiane participou da coletânea “Bastidores do Milagre”, ao lado de outras 16 autoras, compartilhando seu testemunho de forma aberta e corajosa. Agora, ela já planeja um novo passo: o lançamento do livro “Mulheres Restauradas”, previsto para 2026, reunindo histórias de mulheres que viveram processos reais de transformação e reposicionamento.

Para Tatiane, nada disso acontece sem decisão. “Quando eu comecei a entender que precisava me amar em primeiro lugar, comecei a entender meu propósito”, afirma. A reprogramação, segundo ela, é possível mas exige postura, disciplina, foco e coragem para se posicionar, inclusive dentro dos relacionamentos.

A história de Tatiane Lopes mostra que empreender não é apenas abrir um negócio. É, muitas vezes, reconstruir a própria vida para depois ajudar outras a se levantarem. E, como ela mesma diz, é ali, na partilha que mulheres comuns descobrem que podem viver plenitude, pertencimento e protagonismo.

Conheça seu trabalho em: @tatianelopes_mentora





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