CCJ do Senado aprova fim da escala 6×1 e prevê jornada de 36h semanais

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (10), o fim da escala de seis dias de trabalho por um dia de descanso (6×1) e a redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 36 horas semanais. Ambas as mudanças são sem redução salarial. Agora, o tema segue para plenário do Senado. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 148 de 2025 foi incluída na pauta da CCJ como matéria “extra”, sem aviso prévio, e aprovada por votação simbólica. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a PEC foi relatada pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE). O relator explicou que a PEC reduz, já no primeiro ano após a aprovação do texto, a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Durante os quatro anos seguintes, haveria uma redução de uma hora de trabalho, por ano, até chegar às 36 horas semanais. “São mais de 150 milhões de brasileiros que se beneficiarão com esta PEC, considerando os trabalhadores, considerando as famílias e considerando quem contrata também, porque vai movimentar a economia, vai mudar a realidade social deste país”, disse Rogério Carvalho. Em seu parecer, o relator na CCJ argumentou que a jornada de 6×1 está associada ao aumento dos riscos de acidentes em razão do cansaço, por diminuir a qualidade do trabalho e por causar danos a saúde, prejudicando o bem-estar do trabalhador. “No Brasil, as redes sociais têm sido tomadas nos últimos meses por manifestações contrárias à jornada 6×1, considerada exaustiva pelos trabalhadores. Nesse sentido, foi criado o Movimento Vida Além do Trabalho, com o objetivo de alterar a legislação para assegurar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal”, escreveu Carvalho em parecer. Extra-pauta A votação da PEC como extra-pauta foi criticada pelo senador da oposição Eduardo Girão (Novo-CE), que disse que queria ter tido a oportunidade de pedir vista para analisar a proposta e fazer contribuições ao texto. “Se fazer isso, na véspera de um recesso, tirando esse direito do parlamentar de pedir vista. Me sinto violentado por essa atitude. Eu sei que teve audiência pública sobre o assunto, mas precisava ter o direito regimental de pedir vista. A única coisa que eu posso dizer é que vamos tentar, lá no Plenário, ver se é possível fazer uma audiência pública para melhorar o projeto, porque tudo pode ser melhorado”, afirmou o senador cearense. O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), respondeu que não é incomum a inclusão de matérias extra-pautas na Comissão, destacando que o tema foi debatido em audiência pública. “Eu lamento vossa excelência não ter participado de três audiências públicas que nós fizemos e vossa excelência não compareceu em nenhuma delas. Nós tínhamos o compromisso, inclusive com o senador Paulo Paim, de votar [a PEC] ainda este ano”, respondeu. Câmara A Câmara dos Deputados também discute o tema na subcomissão especial dedicada a analisar a escala 6×1. Na semana passada, ao apresentar o parecer, o deputado Luiz Gastão (PSD-CE) rejeitou o fim da escala 6×1 e propôs a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais. O relator na Câmara alegou que seu texto foi a saída “possível” dentro da realidade econômica das empresas brasileiras e da elevada informalidade do mercado de trabalho. “[A PEC original] poderia acarretar sérias consequências econômicas adversas, tais como queda na produção, redução da produtividade e elevação dos índices de desemprego”, afirmou Luiz Gastão. O relatório lido na última quarta-feira (3) na subcomissão da Câmara modificou o texto original da PEC de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que previa o fim da escala 6×1 e uma jornada de 36 horas semanais. Source link
Austrália planeja endurecer leis sobre armas após massacre em Sydney

A Austrália prometeu leis mais rígidas sobre armas nesta segunda-feira (15), ao iniciar o luto pelas vítimas do pior tiroteio em massa em quase 30 anos. A polícia acusou uma dupla de pai e filho de matar 15 pessoas em uma celebração judaica na famosa praia de Bondi, em Sydney. O incidente levantou questões sobre a necessidade de revisão das leis australianas sobre armas, que estão entre as mais rígidas do mundo. A polícia disse que o suspeito mais velho tinha uma licença para portar armas de fogo desde 2015, além de seis armas registradas. O primeiro-ministro Anthony Albanese afirmou que seu gabinete concordou em endurecer as leis e trabalhar em um registro nacional de armas de fogo para lidar com aspectos como o número de armas permitidas por licença e o tempo de validade dessas licenças. “As circunstâncias das pessoas podem mudar”, disse ele aos repórteres antes da reunião do gabinete. “As pessoas podem se radicalizar em um período de tempo. As licenças não devem ser perpétuas.” Dos dois atiradores, o pai de 50 anos foi morto no local, elevando o número de mortos para 16, enquanto seu filho de 24 anos estava em estado crítico no hospital, informou a polícia em entrevista coletiva. As 40 pessoas levadas ao hospital após o ataque incluíam dois policiais em estado grave, mas estável, acrescentaram. As vítimas tinham entre 10 e 87 anos. A polícia não divulgou os nomes dos suspeitos. Autoridades de segurança afirmaram que um deles era conhecido pelas forças policiais, mas não era considerado ameaça imediata. “Estamos trabalhando intensamente no histórico de ambas as pessoas. Neste momento, sabemos muito pouco sobre elas”, disse o comissário de polícia de New South Wales, Mal Lanyon, aos repórteres. A emissora nacional ABC e outros veículos de comunicação identificaram os homens como Sajid Akram e seu filho Naveed Akram. O ministro do Interior, Tony Burke, disse que o pai chegou à Austrália em 1998 com um visto de estudante, enquanto seu filho é cidadão nascido na Austrália. A polícia não deu detalhes sobre as armas de fogo, mas vídeos do local mostraram os homens disparando armas que pareciam ser um rifle de ferrolho e uma espingarda. Duas bandeiras do grupo militante Estado Islâmico foram encontradas no veículo dos atiradores, informou a ABC News, sem citar fontes. Albanese disse que as medidas em análise incluem desde restrições às licenças por tempo indeterminado até limites ao número de armas que um único indivíduo pode ter e aos tipos de armas que são legais, incluindo modificações, com licenças restritas a cidadãos australianos. Atirador é desarmado Testemunhas disseram que o ataque de 10 minutos na praia, lotada, em uma noite quente de fim de semana, fez com que cerca de mil pessoas que participavam de um evento de Hanukkah fugissem pela areia e para as ruas próximas. Um pedestre, Ahmed al Ahmed, capturado em vídeo enfrentando e desarmando um homem durante o ataque, foi aclamado como herói cuja ação salvou vidas. Ele foi submetido a uma cirurgia depois de levar dois tiros. Uma página de arrecadação de fundos recolheu mais de US$ 1 milhão australianos para ele. Morgan Gabriel, 27 anos, moradora de Bondi, disse que estava indo para um cinema nas proximidades quando ouviu o que pensou serem fogos de artifício, antes de as pessoas começarem a correr pela rua. “Seus telefones foram largados na praia e todos estavam tentando fugir”, contou. Pessoas prestaram homenagem e depositaram flores em um memorial improvisado no pavilhão de Bondi, envolto em bandeiras israelenses e australianas, enquanto a polícia e seguranças particulares judeus patrulhavam a área. “O que vimos ontem foi um ato de pura maldade, um ato de antissemitismo, um ato de terrorismo”, disse Albanese aos repórteres após depositar flores na praia de Bondi. “A comunidade judaica está sofrendo hoje”, acrescentou. “Hoje, todos os australianos estão de braços dados com eles e dizem: estamos com vocês. Faremos o que for necessário para acabar com o antissemitismo. É um flagelo, e nós o erradicaremos juntos.” Líderes mundiais Líderes mundiais, desde o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, até o presidente da França, Emmanuel Macron, manifestaram condolências e apoio, disse Albanese. Os ataques desse domingo foram os mais graves de uma série de ataques antissemitas contra sinagogas, edifícios e carros na Austrália desde o início da guerra de Israel em Gaza, em outubro de 2023. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse ter alertado Albanese de que o apoio da Austrália à criação de um Estado palestino alimentaria o antissemitismo. Em agosto, a Austrália acusou o Irã de orquestrar pelo menos dois ataques antissemitas e deu ao embaixador de Teerã uma semana para deixar o país. Tiroteios em massa são raros na Austrália, um dos países mais seguros do mundo. O ataque de domingo foi o pior desde 1996, quando um homem armado matou 35 pessoas no local turístico de Port Arthur, no estado da Tasmânia, no sul da ilha. “Você pode facilmente ficar com muita raiva e tentar culpar as pessoas, se voltar contra elas, mas não é disso que se trata”, disse o rabino Mendel Kastel, cujo cunhado Eli Schlanger foi morto no domingo. “Precisamos nos mobilizar em um momento como este. Nós o faremos, superaremos isso e sabemos disso. A comunidade australiana nos ajudará a fazer isso.” Os judeus representam cerca de 150 mil dos 27 milhões de habitantes da Austrália, sendo que cerca de um terço deles vive nos subúrbios do leste de Sydney, incluindo Bondi. *(Reportagem de Renju Jose, Scott Murdoch, Christine Chen, Kirsty Needham, Alasdair Pal, Byron Kaye, Pete McKenzie, Stella Qiu, Peter Hobson e Lucy Craymer) *É proibida a reprodução deste conteúdo. Source link
Calderano é eliminado por Lebrun na estreia de simples do WTT Finals

Número 3 do mundo, o carioca Hugo Calderano está fora da disputa de simples do WTT Finals, competição que reúne os 16 melhores mesatenistas da temporada 2025, em Hong Kong (China). O brasileiro lutou, mas perdeu de virada a estreia para um velho conhecido: o francês Félix Lebrun, que já o derrotara na disputa do bronze olímpico nos Jogos de Paris. Nesta quinta-feira (11) Lebrun superou o carioca por 4 sets a 2, com parciais de 11/5, 10/12, 6/11, 11/8, 8/11 e 7/11. Calderano começou bem, liderando o primeiro set e chegou a abrir 6 a 1 de vantagem na segunda parcial. A partir daí, Lebrun emplacou pontos seguidos até o empate em 7 a 7. O embate seguiu parelho, mas o francês levou a melhor por 12/10. No terceiro set, o francês voltou a sobressair na metade final: fechou em 11/6 e virou o placar para 2 a 1. Na quarta parcial, Calderano foi mais assertivo: abriu 8 a 5 e seguiu na dianteira até fechar em 11/6, empatando novamente a partida. Embora equilibrados, os dois últimos sets terminaram com predomínio do francês – 11/8 e 11/7 –, que cravou a vitória de virada por 4 a 2. Dupla Calderashi vence a primeira Antes da estreia no torneio de simples, o carioca venceu a segunda rodada da disputa de duplas mistas ao lado da paulista Bruna Takahashi. Após revés no jogo de estreia, a parceria “Calderashi” – apelido dado pela torcida brasileira – venceu na madrugada de hoje os espanhóis Alvaro Robles e Maria Xiao por 3 sets a 1 (11/7, 11/3, 7/11 e 11/8). A dupla Amarelinha, número 6 do mundo, faz jogo decisivo pela classificação às semifinais às 7h25 (horário de Brasília) desta sexta (12). Calderano e Takahashi terão pela frente os japoneses Harimoto Miwa e Matsushima Sora, que ocupam o quarto lugar no ranking mundial. Ambas as duplas somam uma vitória e uma derrota no torneio. Source link
Agência Minas Gerais | Minas Gerais aposta em tecnologia, inovação e inclusão para impulsionar a agenda ambiental em 2026

Relacionadas O ano de 2026 deve marcar uma etapa decisiva na transição entre as diretrizes debatidas nas Conferências do Clima e a implementação prática das políticas ambientais em Minas Gerais. Diante de um cenário mundial de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes, o Governo de Minas e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) avançam em soluções tecnológicas, integradas e inclusivas para enfrentar os desafios ambientais. Três tendências devem orientar as ações no próximo ano: a consolidação da economia verde, a ampliação da governança ambiental digital e o fortalecimento da justiça climática. A economia verde se destaca como motor de desenvolvimento ao priorizar o uso racional dos recursos naturais, a redução de emissões, a restauração de áreas degradadas e a modernização de setores produtivos. Energias renováveis, agricultura sustentável e mercados de créditos de carbono devem ganhar ainda mais espaço. Mineração, agronegócio e transporte ampliam investimentos em práticas que conciliam competitividade e conservação ambiental. Para a secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, Marília Melo, 2026 será um ano de transformar compromissos em resultados. Governança digital e fiscalização inteligente A revolução digital na gestão ambiental segue em ritmo acelerado. Minas já utiliza satélites de monitoramento, sistemas de previsão de enchentes, sensores de água e ar, drones e plataformas com Inteligência Artificial para tornar o licenciamento mais técnico, rápido e transparente. A expectativa é ampliar o uso dessas ferramentas em 2026, consolidando um modelo de governança ambiental baseado em dados, monitoramento contínuo e tecnologia de ponta. Outra diretriz que ganha força é a justiça climática. A compreensão de que os impactos climáticos afetam de maneira desigual diferentes grupos sociais impulsiona políticas voltadas a comunidades tradicionais, povos indígenas, moradores de áreas de risco e agricultores familiares. O objetivo é garantir participação ativa desses grupos nas decisões sobre recursos naturais, prevenção de desastres e uso do território. Minas inicia novo capítulo da sustentabilidade Minas Gerais avança na integração entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Empresas investem em eficiência energética, redução de emissões, reaproveitamento de resíduos e uso responsável da água. Programas como o Selo Verde MG e o CAR 2.0 reforçam o papel da tecnologia no monitoramento de práticas sustentáveis. Na gestão hídrica, o Plano Mineiro de Segurança Hídrica (PMSH) e as ações conjuntas entre o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), a Semad e os comitês de bacia ampliam a capacidade do estado de prevenir e responder a secas e enchentes, combinando legislação, ciência e inovação. A transição energética também se fortalece. O Norte de Minas se consolida como polo de energia solar, enquanto cresce a atração de indústrias ligadas a energias limpas e minerais críticos — essenciais para tecnologias de baixo carbono, baterias e veículos elétricos. Com esse conjunto de ações, Minas Gerais entra em 2026 com o desafio de transformar metas em entregas concretas. A sustentabilidade se afirma como eixo central da economia, da gestão pública e do cotidiano da população, unindo inovação tecnológica, justiça social e segurança climática. Source link
CCJ da Câmara aprova cassação de Carla Zambelli

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados rejeitou por 32 votos a 27 o relatório do deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), que se posicionou contrário à cassação da deputada Carla Zambelli (PL-SP). A decisão levou à escolha e à aprovação de um novo relatório, do deputado Cláudio Cajado (PP-BA), que votou pela perda do mandato de Zambelli. A parlamentar foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão, multa e a perda do mandato por invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A cassação depende do aval do plenário da Câmara, que terá a palavra final sobre o futuro da parlamentar. Para que a deputada seja cassada, é necessária a maioria absoluta de votos favoráveis, o que corresponde a pelo menos 257 votos dos 513 parlamentares da Casa. Durante o debate da CCJ, Carla Zambelli, que está presa na Itália, fez sua defesa por ligação de vídeo. Antes de ter a prisão decretada, a deputada fugiu para Itália, onde foi presa e aguarda decisão da Justiça italiana sobre o pedido de extradição feito pelo Brasil. Na terça-feira (2), o relator do processo de cassação da deputada na CCJ, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), emitiu parecer contrário à perda de mandato da parlamentar, com base em um laudo apresentado por perícia contratada pela defesa. Na mesma sessão, o processo de votação do relatório foi interrompido após pedido de vista coletivo. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), chegou a declarar que entraria com um mandado de segurança no STF para que a Mesa Diretora cumprisse a determinação da Corte. Na tarde de terça-feira (9), antes da aprovação do projeto de lei que prevê a redução de penas de pessoas condenadas pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que levaria ao plenário os processos contra Carla Zambelli e Delegado Ramagem (PL-RJ), já condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e o do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), a partir desta quarta-feira (10). * Colaborou Luiz Claudio Ferreira Source link
Diretor Rob Reiner e sua mulher são encontrados mortos em Los Angeles

O diretor Rob Reiner e sua mulher, Michele Singer, foram encontrados mortos em sua casa em Los Angeles, na Califórnia (EUA), na noite desse domingo (14). A polícia investiga o caso e trabalha com a hipótese de duplo homicídio. Ele tinha 78 anos e ela, 68. Karen Bass, prefeita de Los Angeles, e Gavin Newsom, governador da Califórnia, publicaram comunicados confirmando as mortes. Segundo informações da agência de notícias Reuters, os corpos de Reiner e de Michele apresentam ferimentos decorrentes de facadas. Carreira Rob Reiner era um diretor bem conhecido em Hollywood e dirigiu alguns filmes famosos como Isso É Spinal Tap, Harry e Sally: Feitos um Para o Outro, Questão de Honra, Conta Comigo e Meu Querido Presidente, entre outros. Ele também era ator e, mais recentemente, podia ser visto na série O Urso. Source link
Copa do Brasil classificará dois times à Copa Libertadores em 2026

A partir de 2026, a Copa do Brasil distribuirá duas vagas para a Copa Libertadores. A novidade foi anunciada pela CBF aos clubes, durante o Conselho Técnico da Série A nesta quinta-feira (11) . A entidade que regula o futebol no país ainda decidirá se a segunda vaga (destinada ao vice-campeão) será para a fase de grupos da Libertadores ou para a etapa classificatória (Pré-Libertadores). A CBF também está analisando qual será o procedimento caso os dois primeiros colocados na Copa do Brasil também tenham assegurando classificação à Libertadores por meio do Campeonato Brasileiro. Atualmente, a Copa do Brasil classifica apenas o campeão à fase de grupos da Libertadores. Já o Brasileirão dá quatro vagas diretas ao torneio continental e outras duas à Pré-Libertadores. Source link
Agência Minas Gerais | Cultivar de café recém-registrada pelo Governo de Minas se destaca nas lavouras do Vale do Jequitinhonha

Relacionadas Como se adaptar às mudanças climáticas a fim de manter a produção e a qualidade do café, um dos produtos mais fortes de Minas e do Brasil? Uma resposta está na ciência. Originada do cruzamento entre Catuaí Amarelo IAC 30 e Híbrido de Timor UFV 445-46, a cultivar MGS Epamig Amarelão se caracteriza pela produtividade, tolerância à seca e resistência à ferrugem. O registro se deu em novembro. Especialmente na região do Vale do Jequitinhonha, a cultivar tem chamado atenção pela precocidade e pela qualidade final da bebida. O café produzido pela Fazenda Sequoia, em Angelândia, inclusive já foi premiado na região da Chapada de Minas e alcançou elevada pontuação em concursos nacionais e internacionais. Melhoramento participativo Resultado de mais de quatro décadas de pesquisas do Programa de Melhoramento do Cafeeiro conduzido pela Epamig, em parceria com a Embrapa Café e a Universidade Federal de Viçosa (UFV), a cultivar MGS Epamig Amarelão se destacou pela produtividade em um período de elevado déficit hídrico no Vale do Jequitinhonha. O processo que começou nos campos da Epamig e da UFV, evoluiu para testes que avaliaram as plantas quanto ao desempenho produtivo, resistência à ferrugem, ao nematoide da espécie Meloidogyne exigua, e para as características dos grãos nas unidades da empresa em São Sebastião do Paraíso, Machado e Patrocínio. “Após algumas gerações, foi feito um experimento na propriedade do Ismair Alves Campos, em Capelinha. Por volta de 2014, ocorreu uma seca severa na região e as progênies da cultivar Amarelão se mostraram menos afetadas pela restrição hídrica e elevadas temperaturas, mantendo-se vigorosas e produtivas”, detalha o pesquisador da Epamig Vinícius Teixeira Andrade. Esse fator fez com que outros produtores se interessassem pelo cultivo. “Cabe mencionar que eles fizeram um belo trabalho na seleção dessas plantas, o que é um exemplo de melhoramento participativo, no qual os cafeicultores atuam decisivamente na escolha das progênies que serão plantadas”, avalia. “As cultivares são uma tecnologia que demora vários anos para ser desenvolvida. O melhoramento consiste no acompanhamento e na reprodução das diferentes gerações da linhagem em diferentes condições edafoclimáticas”, prossegue o pesquisador. Produtor Sérgio Meirelles / Crédito: Epamig / Divulgação “Eu visitei a lavoura no primeiro ano, que foi um ano muito seco. Uma lavoura de terra ácida, que deu uma safra maravilhosa. A informação foi se espalhando por diferentes mídias. Eu, inclusive, plantei e fiquei muito satisfeito. É uma cultivar que vem surpreendendo pela produtividade, qualidade e precocidade”, afirma o cafeicultor Sérgio Meirelles Filho, do município de Aricanduva. Na Fazenda Sequoia, o plantio da MGS Epamig Amarelão começou em 2021. “O produtor tem necessidade, ansiedade e ao saber de algo que está dando certo, quer testar também”, conta Rodrigo Crimaudo, acrescentando que, atualmente a propriedade tem uma área plantada de, aproximadamente, 17 hectares da cultivar e planos de expandir para 50 hectares. Novas avaliações “Apesar de termos a informação de que há mais de 5 milhões de plantas da cultivar no Vale do Jequitinhonha, não temos dados concretos em outras regiões”, informa Vinícius Andrade, ressaltando a importância da avaliação em diferentes condições de solo, clima, altitude, latitude, espaçamento e em sistemas produtivos de sequeiro e irrigados. “Em ambientes onde já tivemos quatro colheitas a produtividade foi superior a 50 sacas. Agora, as avaliações do desempenho em campo serão expandidas para dar mais robustez e precisão às nossas recomendações”, finaliza o pesquisador. Source link
Brasileiro está falando menos de política no WhatsApp, mostra estudo

O compartilhamento de notícias de política está menos frequente em grupos de família, de amigos e de trabalho no WhatsApp. Além disso, mais da metade das pessoas que participam desses ambientes dizem ter medo de omitir opinião. A constatação faz parte do estudo Os Vetores da Comunicação Política em Aplicativos de Mensagens, divulgado nesta segunda-feira (15). O levantamento foi feito pelo centro independente de pesquisa InternetLab e pela Rede Conhecimento Social, instituições sem fins lucrativos. A pesquisa identificou que mais da metade das pessoas que usam WhatsApp estão em grupos de família (54%) e de amigos (53%). Mais de um terço (38%) participam de grupos de trabalho. Apenas 6% estão em grupos de debates de política. Em pesquisa realizada em 2020, eram 10%. Ao se debruçar sobre o conteúdo dos grupos de família, de amigos e de trabalho, os pesquisadores verificaram que, de 2021 a 2024, caiu a frequência dos que aparecem mensagens sobre política, políticos e governo. Em 2021, 34% das pessoas diziam que o grupo de família era no qual mais apareciam esse tipo de notícias. Em 2024, eram 27%. Em relação aos grupos de amigos, a proporção caiu de 38% para 24%. Nos de trabalho, de 16% para 11%. O estudo apresenta depoimentos de alguns dos entrevistados, sem identificá-los. “Evitamos falar sobre política. Acho que todos têm um senso autorregulador ali, e cada um tenta ter bom senso para não misturar as coisas”, relata sobre o grupo de família uma mulher de 50 anos, de São Paulo. As informações foram coletadas de forma online com 3.113 pessoas com 16 anos ou mais, de 20 de novembro a 10 de dezembro de 2024. Foram ouvidas pessoas de todas as regiões do país. Receio de se posicionar A pesquisa identificou que há receio em compartilhar opiniões políticas. Pouco mais da metade (56%) dos entrevistados disseram sentir medo de emitir opinião sobre política “porque o ambiente está muito agressivo”. Foi possível mapear que essa percepção foi sentida por 63% das pessoas que se consideravam de esquerda, 66% das de centro e 61% das de direita. “Acho que os ataques hoje estão mais acalorados. Então, às vezes você fala alguma coisa e é mais complicado, o pessoal não quer debater, na verdade, já quer ir para a briga mesmo”, conta uma mulher de 36 anos, de Pernambuco. Os autores do estudo afirmam que se consolidaram os comportamentos para evitar conflitos nos grupos. Os dados mostram que 52% dos entrevistados se policiam cada dia mais sobre o que falam nos grupos, enquanto 50% evitam falar de política no grupo da família para fugir de brigas. “As pessoas foram se autorregulando, e nos grupos onde sempre se discutia alguma coisa, hoje é praticamente zero. As pessoas tentam, alguém publica alguma coisa, mas é ignorado”, descreve uma entrevistada. Cerca de dois terços (65%) dizem evitar compartilhar mensagens que possam atacar os valores de outras pessoas, segundo o levantamento. Dos respondentes, 29% já saíram de grupos onde não se sentiam à vontade para expressar opinião política. “Tive que sair, era demais, muita briga, muita discussão, propaganda política, bateção de boca”, conta uma entrevistada. Afirmação Mas o levantamento identifica também que 12% das pessoas compartilham algo considerado importante mesmo que possa causar desconforto em algum grupo. Dezoito por cento afirmam que, quando acreditam em uma ideia, compartilham mesmo que isso possa parecer ofensivo. “Eu taco fogo no grupo. Gosto de assunto polêmico, gosto de falar, gosto de tacar lenha na fogueira e muitas vezes sou removida”, diz uma mulher de 26 anos de Minas Gerais. Entre os 44% que se consideram seguros para falar sobre política no WhatsApp, são adotadas as seguintes estratégias: 30% acham que mandar mensagens de humor é um bom jeito de falar sobre política sem provocar brigas; 34% acham que é melhor falar sobre política no privado do que em grupos; 29% falam sobre política apenas em grupos com pessoas que pensam igualmente. “Eu gosto de discutir, mas é individualmente. Eu não gosto de expor isso para todo mundo”, revela um entrevistado de 32 anos, do Espírito Santo. “É como se as pessoas já tivessem aceitado que aquele grupo é mais alinhado com uma visão política específica. Entra quem quer”, define uma mulher, de 47 anos, do Rio Grande do Norte. O estudo foi apoiado financeiramente pelo WhatsApp. De acordo com o InternetLab, a empresa não teve nenhuma ingerência sobre a pesquisa. Amadurecimento Uma das autoras do estudo, a diretora do InternetLab, Heloisa Massaro, constata que o WhatsApp é uma ferramenta “arraigada” no cotidiano das pessoas. Dessa forma, assim como no mundo “offline“, ou seja, presencial, o assunto política faz parte das interações. O estudo é realizado anualmente, desde o fim de 2020. De acordo com Heloisa, ao longo dos anos, as pessoas “foram desenvolvendo normas éticas próprias para lidar com essa comunicação política no aplicativo”, principalmente nos grupos. “Elas se policiam mais, relatam um amadurecimento no uso”, diz a autora. “Ao longo do tempo, a gente vai observando essa ética de grupos nas relações dos aplicativos de mensagem para falar sobre política se desenvolvendo”, completa. Source link
Chile elege Kast como presidente e dá guinada à direita

José Antonio Kast venceu a eleição presidencial do Chile nesse domingo (14), explorando o medo dos eleitores em relação ao aumento da criminalidade e da migração para conduzir o país à sua mais acentuada guinada à direita desde o fim da ditadura militar em 1990. Kast obteve 58,30% dos votos no segundo turno contra a candidata de esquerda Jeannette Jara, que ficou com 41,70%, com mais de 95% das urnas apuradas. “A democracia falou alto e claro”, disse Jara ao reconhecer a derrota. “Conversei com José Antonio Kast e lhe desejei sucesso para o bem do Chile.” Ao longo de sua longa carreira política, Kast tem sido um político de extrema-direita consistente. Ele propôs a construção de muros na fronteira, o envio de militares para áreas com altos índices de criminalidade e a deportação de todos os migrantes em situação irregular no país. Sua vitória representa o mais recente triunfo da direita ressurgente na América Latina. Ele se junta a Daniel Noboa, do Equador, Nayib Bukele, de El Salvador, e Javier Milei, da Argentina. Em outubro, a eleição do centrista Rodrigo Paz pôs fim a quase duas décadas de governo socialista na Bolívia. Esta foi a terceira candidatura de Kast à presidência, após a derrota para o presidente de esquerda Gabriel Boric em 2021. Considerado por muitos chilenos como muito extremista, ele atraiu eleitores cada vez mais preocupados com a criminalidade e a imigração. Apoiadores chegaram à sede da campanha de Kast em Santiago na noite desse domingo, agitando bandeiras do Chile. Alguns usavam bonés vermelhos com a inscrição “Make Chile Great Again”. Ignacio Segovia, um estudante de engenharia de 23 anos, estava entre eles. “Cresci num Chile pacífico, onde você podia sair à rua sem se preocupar, saía sem problemas ou medo”, disse ele. “Agora você não pode sair em paz.” Congresso dividido Embora o Chile continue sendo um dos países mais seguros da América Latina, a criminalidade violenta aumentou drasticamente nos últimos anos, à medida que grupos do crime organizado se estabeleceram, aproveitando-se das fronteiras desérticas e porosas do norte do país, dos importantes portos marítimos internacionais e do fluxo de imigrantes vulneráveis ao tráfico de pessoas e à exploração sexual. Dados do governo mostram que a grande maioria dos imigrantes em situação irregular no Chile chegou da Venezuela nos últimos anos. As propostas de Kast incluem a criação de uma força policial inspirada no Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) para deter e expulsar rapidamente os imigrantes que se encontram em situação irregular no país. Ele também defendeu cortes drásticos nos gastos públicos. No entanto, as propostas mais radicais de Kast provavelmente enfrentarão resistência de um Congresso dividido. Embora os partidos de direita tenham conquistado cadeiras em ambas as casas legislativas nas eleições gerais de novembro, a maior parte dessas conquistas veio de partidos mais tradicionais. O Senado está dividido igualmente entre partidos de esquerda e de direita, enquanto o voto decisivo na câmara baixa pertence ao Partido Popular, de orientação populista. O Chile é o maior produtor mundial de cobre e um importante produtor de lítio, e as expectativas de menos regulamentação e políticas mais favoráveis ao mercado já impulsionaram o peso e o mercado de ações. Kast já se manifestou abertamente contra o aborto e a pílula do dia seguinte, mas a mudança nas leis de aborto do país exigiria o apoio de mais da metade do Congresso para ser aprovada. *(Reportagem adicional de Lucinda Elliott e da Reuters TV) *É proibida a reprodução deste conteúdo. Source link